Assim, não é de todo surpreendente que a corrida final da temporada tenha sido uma fraca prova em Interlagos, sem a participação de nenhum figurão do automobilismo.
Duas corridas foram realizadas. Uma de estreantes e novatos, realizada na pista inteira e ganha por Fausto Dabbur com 1093, e as 150 Milhas de Interlagos, para pilotos de competição, realizada no anel externo.
O evento, realizado sob forte calor e com parco público, teve todos os possíveis ares de mediocridade. A Federação Paulista não tinha uma equipe fixa de cronometristas, algo que os kartistas já tinham, assim improvisaram um equipe na última hora.
Só dois carros de grande potência foram inscritos, as carreteras de Nelson Marcilio e Aires Bueno Vidal. Além destes, poderiam surpreender Jose Ramos, com DKW Malzoni, Waldemir Costa com Interlagos e quem sabe, "Von Stuck", com FNM. O resto não tinha a mínima chance.
Após 9 minutos a corrida foi interrompida com o capotagem de Waldomiro Pieski no seu DKW. Como só havia uma ambulância no local, tiveram que esperar a volta da mesma para reiniciar a prova.
No fim das contas, a briga ficou mesmo entre Marcilio, que já havia ganho uma corrida do campeonato paulista, e Ramos. O diferencial de potência entre os carros era brutal, mas em 1966 as carreteras já estavam longe de ser competitivas e o Malzoni perturbou a carretera Ford. O train de corrida não foi lá essas coisas, e Aires Bueno Vidal marcou a melhor volta em 1m23.
A vitória acabou com Ramos, pois Marcilio perdeu um pneu, e de fato, cruzou a linha de chegada com somente três rodas. Uma revista chegou a dizer que fora a desforra dos Malzoni contra as carreteras. Lembrem-se que Camilo e sua carretera ganharam nos minutos finais as Mil Milhas contra bem preparados Malzonis que lideraram boa parte da corrida.
As coisas só poderiam melhorar em 1967...